27.12.09

Parabéns a você


O meu amigo Lolas é uma pessoa muito especial. Foi alguém que me ensinou coisas fantásticas numa fase da vida (e numa cidade) em que já pouco tinha a aprender com colegas de trabalho. Ou eu assim pensava. Enganei-me.

O que me ensinou ele? Fundamentalmente a força do espírito, a resiliência, o instinto de sobrevivência. E a importância de relativizar os pseudo-dramas da vida.

Além desta grande força de viver, o Lolas é muito divertido, assim de ir às lágrimas! Tem um sentido de humor apuradíssimo, por vezes corrosivo e nem sempre politicamente correcto, mas tudo se releva perante a genialidade.

É também de uma pessoa muito sui generis na sua constelação de interesses, o que o torna ainda mais cativante. Ao mesmo tempo que escreve para revistas de inspiração artística vanguardista é o rei das toalhas e do marketing numa multinacional de fitness, e ao mesmo tempo que adora decoração, também se empaturra no McDonald's e alinha em orgias consumistas. Gosta de viver a vida, e é simplesmente isso. Aceita-a e aproveita ao máximo o que esta lhe dá. Como a história dos limões e da limonada, mas personificada e perfeitamente empírica. Tem uma saudável flexibilidade mental e uma criatividade imensa, e isso ajuda a saber viver.

Além do resto, é um excelente amigo, preocupado, atento. Daquelas histórias em que a esta espécie de amor chamada amizade permanece apesar da distância, das falhas na rede de telemóvel, das coisas e coisinhas quotidianas. Apesar do comodismo que se instala vergonhosamente nas nossas vidinhas.

Parabéns amigo Lolas! Abracinho forte...

25.12.09

E no Natal, cá no Credo...



Há um igualzinho a este. Só falta mesmo a neve!

Os gatos são muito engraçados (adoro!) e o livro com as magníficas ilustrações de Simon Tofield dava um bom presente de Natal.

Anyone?

Nota de Redacção: Continuação de bom Natal.

24.12.09

E tenham então um feliz Natal


Com muito amor, harmonia e saúde, que isto é como dizem os mais velhos, sem ela nada.

E já agora cheio de prendinhas, se possível...

23.12.09

Ooops...


Imagem daqui
É pá, já vos aconteceu receberem sms's de Natal de números que não conhecem? E que, apesar de assinadas, os nomes continuam a não acender nenhuma luzinha?

É que não faço a mínima...

17.12.09

Oh happy day!


Imagem daqui
Ando muito cansada e logo sem grande vontade de botar faladura aqui, mas a ocasião merece carago! Que eu escreva, e que escreva bem.

Fui criada numa terra do interior, no centro norte do país (o famoso CREDO!) e, logicamente, com toda a panóplia de valores culturais inerentes, incluindo os católicos apostólicos romanos . Quando fui estudar para a "minha" cidade, já adolescente, levei um choque daqueles. Não tecnológico, mas quase tão espectacular! O cigarro de enrolar era droga, as pessoas não eram todas sérias e os betos é que eram mesmo boa gente. Ora, f@2i-me!

E não é que as coisas - e as pessoas, my favorites! - não eram o que eu pensava?! E os pais do meu melhor amigo, que por acaso era tudo menos beto, eram comunistas? Oh crise existencial, ai, ai, ai, o que é que faço? Cresci, ora pois, que eu cá não sou pessoa de me fechar. E muito menos ao meu pensamento.

E assim começou o meu percurso no maravilhoso universo das motivações humanas, dos afectos, da tolerância. Por este caminho sigo, e daqui ninguém me tira. Bem... só mesmo o mau carácter é que ainda... coiso. Bah...

Os homossexuais, gays, whatever o nome técnico, pessoas com uma ligeira diferença na sua intimidade, cruzaram pela minha vida algures nesse percurso, mas depois dos comunistas, da malta dos palop, das pessoas com psicopatologias e dos toxicodependentes (se é que há diferença!). E foi na altura certa.

Tenho aqui a confessar que, antigamente, lá no século passado e nos verdes anos, me afligia um bocado a ideia de me apaixonar por um rapazinho e depois ele ser gay e não gostar de mim. Ainda mais eu, que gostava deles sensíveis... Claro que iria arrasar a minha frágil auto-estima, a mim que era romântica. M-e-d-o!

Anyway, como fui observando pessoas e desenvolvendo sempre a minha capacidade de empatisar com o outro, chegou um belo dia que eu própria desenvolvi a (tal!) capacidade de perceber quando um homem, ou até uma mulher, é gay! Tss, tss, fácil, fácil. Foi logo após conhecer bem a sexualidade e os homens, os heterossexuais. Se não olhava para mim com "aqueles" olhos, havia uma certa probabilidade de não gostar do produto. (Sim, eu era um belo espécime, e ainda sou, ora!)

Pronto, problema resolvido! E quando conheci amigos homossexuais achei-os pessoas fantásticas, super-divertidos e muito boas companhias para ir às compras e falar da vida. Não falam de motas e de futebol, caneco! E com a vantagem da amizade não ter intenções subliminares.

E pronto, adoro-os. Não a todos, claro, que também os haverá de carácter duvidoso com toda a certeza, mas no geral é gente bem divertida e emocionalmente consistente, pelas situações difíceis que tiveram de enfrentar e ultrapassar.

Relativamente ao medo que motivava o meu desconforto (no milénio passado!) era tudo bem escusadinho se a sociedade fosse diferente e todos pudessem assumir as suas preferências desde sempre, de forma natural.

Hoje foi o início desse caminho. Parabéns a todos os que esperavam este momento para oficializar os seus afectos! Parabéns aos outros, que ainda o procuram mas que já podem sonhar com um dia assim. E parabéns aos portugueses que, como eu, fizeram um upgrad cultural e civilizacional.


Parabéns pessoal!!! E depois quero um convite pró copo de água, não esquecer...

PS: E, dos gajos sensíveis, ainda sobram para mim os artistas e os cientistas sonhadores!